Frankenstein: as faces do terror gótico

Numa noite chuvosa no ano de 1818, surgiu um romance com um dos personagens mais icônicos da cultura pop: Frankenstein . Ao longo do século XX e até agora no XXI, muitas são as referências em diversas mídias. Iremos conhecer algumas dessas adaptações especialmente para o cinema e a TV.

Paulo Bocca Nunes (professor de Língua Portuguesa e Literatura. Mestre em Letras, Cultura e Regionalidade. Especialista em Literatura e Cultura Portuguesa e Brasileira. Especialista em Cultura Indígena e Afro-brasileira).

INTRODUÇÃO

Desde a sua publicação em 1818, a obra de Mary Shelley (1797-1851) invade o imaginário e fomenta a cultura pop de inúmeras faces do seu personagem principal, Frankenstein. Na verdade, o nome pelo qual ficou conhecido é de seu criador na ficção: doutor Victor Frankenstein, um cientista obcecado pela sua pesquisa em dar vida aos mortos.

A obra divide os aficionados pela literatura e se dividem em colocar a obra entre os gêneros de terror, literatura gótica ou mesmo como uma das precursoras do gênero ficção científica. O gênero terror se justifica pela própria narrativa que nos leva a caminhar nos passos de Victor, um meta-narrador que deixa o leitor assombrado pelas suas descrições de sua criação. Colocar o romance dentro de uma das obras de ficção científica parece-me um tanto precipitado sem antes verificarmos o que se pode entender por “ficção científica”. Certamente também o romance teve influências das descobertas científicas de sua época como a eletricidade, além da química, da biologia e da física. No entanto, todas essas questões devem remeter a outro debate que, certamente, não se esgotará tão cedo e nem sem argumentos que poderão extrapolar muitos aspectos não só literários, como o conceito de “ficção”, como também o que se pretende dizer com “científica”.

Quanto ao fato de ser visto como romance gótico, precisamos reconhecer que há inspirações no movimento gótico surgido entre o Romantismo no século XVIII e início do XIX. De uma forma geral, esse movimento foi uma fase da história da arte com suas características, valores estéticos e filosóficos muito próprios que surgiu como resposta ao estilo romântico.

A obra imortalizou-se não apenas no texto escrito, mas na cultura pop que hoje conhecemos veiculada em suas diversas mídias. Mesmo a pessoa que nunca tenha lido o livro certamente conhecerá algo sobre a criatura que, montada a partir de pedaços humanos, veio a nascer de um experimento criado na cabeça de um cientista entendido, ou mesmo julgado, como louco.

ROMANCE GÓTICO OU DE TERROR?

Definir o romance de Shelley não se constitui em tarefa fácil haja vista as ramificações de gêneros e subgêneros que foram divididas as obras literárias. Um dos fatores que dificulta essa tarefa é o fato de essas divisões terem sido feitas tempos depois de as principais obras terem sido publicadas. Os autores, em suas épocas, não o fizeram assim.

As definições sobre gêneros literários sempre vêm muito tempo depois de seus surgimentos através de estudos de especialistas que analisam e se debruçam sobre obras que se destacam em um período histórico. As obras são, portanto, frutos de sua época e das mentalidades de seus criadores que traduzem as mentalidades de suas épocas.

Para respondermos a pergunta que abre esse capítulo, precisamos inicialmente entender a diferença entre terror e horror. O primeiro é visto como um sentimento de medo referente a algo que nos ameace diretamente e afete a nossa integridade. O horror está relacionado ao sentimento de repulsa que geralmente ocorre depois que alguma coisa assustadora é vistam ouvida ou experimentada. Alguém que se assustasse com algo que presenciasse seria entendido como uma vivência de terror enquanto que uma situação desagradável poderia ser vista como uma experiência de horror. A literatura nos traz, portanto, uma experiência de horror frente às situações que nos são apresentadas ou descritas pelo narrador.

O gótico, por sua vez, está relacionado a um estilo literário que traz em si algumas características ou aspectos que o identificam. Cenários sombrios (castelos medievais, igrejas, cemitérios, florestas, ruínas), personagens melodramáticos (donzelas, cavaleiros, vilões, os criados), temas e símbolos recorrentes (segredos do passado, manuscritos escondidos, profecias, maldições) fazem parte do que se pode reconhecer como um romance gótico de origem.

A literatura gótica também envolve outros aspectos que fazem parte da “psicologia do terror” como o medo, a loucura, a devassidão sexual, a deformação do corpo, do imaginário sobrenatural, fantasmas, demônios, espectros, vampiros, bruxas e monstros. Modernamente, podemos incluir as reflexões sobre o poder, da discussão política, dos aspectos religiosos entre outros que remetam a um obscurantismo psicológico advindo da sociedade moderna.

Sob essas últimas abordagens, importante ressaltar que o gótico moderno, ou atual, não é o mesmo do tempo das primeiras obras literárias. Como dissemos anteriormente, cada obra literária respeita as mentalidades de seu tempo.

A obra de Mary Shelley é uma daquelas que não se define em um gênero específico. Dependendo do ponto de vista, será identificada como gótica, de horror, de horror gótico ou até mesmo ficção científica. Ou ainda como uma mistura de todas essas. No entanto, conforme já dito anteriormente, ficção científica necessita de um debate sobre o objeto de estudo e a sua especificidade. Dentro dessa última, precisamos identificar qual o limite entre a ficção e a ciência. 

Ao analisarmos pelos elementos constitutivos do romance, a obra de Mary Shelley traz aspectos sombrios e de horror identificados pela fala de Victor Frankenstein e transcrita pelo narrador. Em nenhum momento, Victor diz como a criatura foi feita, mas os detalhes de ter recolhido pedaços de corpos humanos mortos recolhidos em cemitérios, causa no leitor um sentimento de horror. Por sua vez, a ambientação de cemitérios e do laboratório em que a criatura foi sendo criada, traz em si as características que identificam a obra como sendo gótica.

O ROMANCE PODE SER CONSIDERADO COMO FICÇÃO CIENTÍFICA?

Inicialmente precisamos analisar o objeto de estudo, o conceito e as características desse gênero literário. Como objeto, entendemos ser especificamente a obra literária e sua linguagem identificada com seus aspectos próprios. Tudo o que for referente aos autores servirá para identificar a produção literária dentro do seu contexto histórico. A partir dessa breve abordagem, vamos ao encontro do conceito de ficção científica que pode nos dizer algo mais específico sobre o seu objeto.

As obras identificadas como sendo de ficção científica também são chamadas nas suas formas abreviadas de SF, sci-fi ou scifi (de science fiction, em inglês). Pode ser vista como sendo um gênero de ficção especulativa, que normalmente lida com conceitos ficcionais e imaginativos relacionados a um tempo futuro (próximo ou distante), a uma ciência e tecnologia ainda não existentes em nosso tempo atual e seus impactos e/ou consequências em uma sociedade ou nos seus indivíduos. A ciência apresentada nesse gênero não precisa ser necessariamente das áreas de Exatas, Físicas ou Biológicas, mas podem conter análises e estruturas antropológicas, sociológicas e filosóficas.

Há, portanto, um grande campo de possibilidades onde ocorrem as ações da história: viagens espaciais, viagens no tempo, universos paralelos, mudanças climáticas, vidas e seres extraterrestres, totalitarismos e sociedades distópicas. Apesar de as histórias se passarem, portanto, em um futuro em que não se pode afirmar como serão as descobertas científicas, o simples fato de estarem repletas de ideias especulativas utilizando a própria ciência leva o leitor a considerar como plausível, possível e até verossímil tudo o que se narra.

Muito já se debateu o fato de a obra de Mary Shelley ser colocada como sendo de ficção científica ou não. Maior ainda são os debates de quando e de quem teria sido a primeira obra de ficção científica. Conforme já dissemos, esse gênero utiliza-se da ciência como aporte para a sua produção literária. Portanto, não admite utilizar-se do sobrenatural, tema encontrado em outros gêneros como Fantasia ou Fantástica para explicar certos acontecimentos na própria narrativa. Enquanto nas antigas epopeias a atuação dos deuses explicava certos sucessos nas guerras entre dois povos, por exemplo, como foi o caso de A Ilíada, em qualquer obra de ficção científica há o uso de armas avançadas tecnologicamente, viagens à velocidade da luz, teletransporte e outras coisas que conhecemos e estão relacionadas a ficção científica.

No caso do romance de Mary Shelley, Frankenstein ou o Prometeu Moderno (1818), até onde podemos retroceder em termos de obras literárias, foi o primeiro a utilizar-se da separação entre ciência e misticismo ou o sobrenatural para aplicar em um enredo. Outro exemplo pode ser aplicado é a obra O Médico e o Monstro (1886) de Robert Louis Stevenson, também considerado como ficção científica. Nas duas obras, além e também estarem inseridas no gênero de Terror, o componente científico faz parte da narrativa. Não há uma explicação mística para Victor Frankenstein criar o monstro que foi cristalizada na cultura pop nem para o Dr. Jeckyll que se transforma em Mr.Hyde, mas há o uso de conhecimentos científicos para essas ocorrências em cada obra. Diferente é o caso de Drácula (1897), de Bram Stoker, uma história em que o personagem principal é um vampiro.

Havendo essa relação com a ciência, mesmo que ao longo da história o narrador Dr. Victor não diz exatamente como criou o monstro, mas afirma que foi através dos conhecimentos científicos mais modernos de sua época, Frankenstein não apenas é reconhecido como sendo uma obra de ficção científica, como também se constitui na primeira obra desse gênero.

UMA AUTORA TÃO JOVEM

Mary Shelley tinha 19 anos quando escreveu Frankenstein. Foi no verão de 1816 quando ela e seu companheiro, Percy Busshe Shelley, conheceram o poeta Lord Byron. Naquele ano, o tempo chuvoso impossibilitava os passeios e, em um dos serões na mansão de Byron, ele sugeriu que todos escrevessem um conto de terror como forma de passatempo. Certa noite, depois de ouvir um debate que envolvia filosofia e ciência, Mary passou a noite atormentada por pensamentos que envolviam o conteúdo que ouvira. De repente, ela viu que tinha uma ideia para escrever o seu conto. A partir daí começou a surgir a obra que veio a ser incorporada à cultura pop do século XX e se estenderia até o nosso século. No entanto, Percy foi o grande incentivador para que Shelley trabalhasse o texto e o transformasse no romance que conhecemos hoje.

Não foi muito fácil para Shelley publicar seu texto e tornar-se a escritora que a reconhecemos hoje. Uma pequena editora de Londres aceitou fazer a publicação depois de ter rejeitado o texto por duas outras editoras. A crítica da época não foi muito favorável, porém teve boa aceitação de público. Não demorou muito para que a história inspirasse várias adaptações nas mais diversas mídias. A primeira foi o teatro quatro anos após a publicação do livro. Ao longo do século XX as linguagens midiáticas se multiplicaram, como o cinema, o rádio, a TV (filmes e desenhos animados), música e os quadrinhos e vieram favorecer as muitas adaptações e versões do romance original. Não foram apenas adaptações centradas no gênero de terror, mas também a comédia. Podemos acrescentar a criação de inúmeros videojogos em que o personagem de Frankenstein está presente. Isso sem falar nas inúmeras referências em outras obras nas diversas mídias.

SOBRE A OBRA

O romance inicia com as cartas do capitão Robert Walton para sua irmã. Ele comanda uma expedição náutica ao Polo Norte e, em determinado momento em que o navio está preso no gelo, ele e a tripulação avistam Victor Frankenstein em uma balsa. Ao ser recolhido, ele narra sua história que a reproduz nas cartas à irmã.

Victor conta sua história desde sua infância, filho de um aristocrata, passando pela adolescência como estudante autodidata e leitor de grandes mestres do conhecimento. Ao entrar para a Universidade, inicialmente seus professores o criticam pelas leituras anteriores de Victor, que eram os antigos alquimistas. Depois das novas leituras recomendadas pelos professores, e tendo a atenção despertada para estudar a anatomia humana, ele se dedica em descobrir os mistérios da criação e a criar um ser humano vivo a partir de um corpo morto.

Para isso, ele vai visita cemitérios e catacumbas onde ele pudesse encontrar o que precisasse para criar a sua obra. No romance não há descrições de Victor ter juntado pedaços e os costurado. Fala, sim, de sua decisão em criar um ser enorme. Finalmente, após dois anos de trabalho, Victor consegue dar vida ao ser que construíra. Não há referência de como ele fez isso, mas no texto Victor fala em dar ao corpo “uma centelha de vida”. Ao concluir sua tarefa, ele fica enojado e horrorizado com o que vê e abandona a criatura.

A partir daí seguem-se vários assassinatos que atormenta Victor ao saber que há a participação da criatura. A cada crime, Victor vai ficando mais abalado e decidido a destruir a sua criação. A criatura, por sua vez, sente o quanto é rejeitada por todas as pessoas por causa de sua aparência. Mesmo assim, aprende a sobreviver sozinho, a ler, escrever e a usar a capacidade de reflexão que, junto com sua grande força, passa a ser um inimigo poderoso de seu criador.

Em certo momento, os dois se defrontam. A criatura exige que Victor faça para ele uma companheira para amenizar a sua solidão. No início, Victor concorda, mas depois, muito temeroso, ele desiste. Isso faz com que a criatura fique mais irada e não mede esforços para causar dor em Victor, mesmo sem agredi-lo fisicamente.

Seguem-se mais mortes causadas pela criatura, fazendo com que Victor se empenhe cada vez mais em eliminar a criatura. O momento derradeiro acontece quando Victor termina o seu relato para o capitão Walton.

AS ADAPTAÇÕES DE FRANKENSTEIN

CINEMA MUDO

1910 – Frankenstein

Foi a primeira adaptação do romance para o cinema. Filme mudo produzido pelo estúdio de Thomas Edison. Levou três dias para ser filmado. A duração do filme é de pouco mais de 13 minutos. Inicialmente em preto e branco, mas foi restaurado e colorido artificialmente em 2016. De acordo com a sinopse do filme, a produção buscou eliminar as partes repulsivas da história original do livro para se concentrar nos aspectos místicos e psicológicos da história. Isso, no entanto, não impediu que a crítica da época fosse bastante dura, pois além de não gostar, ainda disse que o filme poderia ser encantador para médicos legistas, agentes funerários, coveiros e guardas do necrotério e não poderia agradar ao público em geral.

O filme mostra Victor Frankenstein se despedindo do pai e da noiva e indo para a Universidade. Há um corte para dois anos depois e ele já está terminando a sua pesquisa. Escreve uma carta para sua noiva dizendo que descobriu o segredo da vida. Victor mistura vários produtos químicos em um uma espécie de caldeirão. Não se sabe se havia algum corpo lá dentro, mas aos poucos foi surgindo uma criatura com aspecto horroroso. Victor foge, abandonando a criatura que passa a perseguir o seu criador. A criatura assombra o cientista na noite de núpcias de Victor. Só que ela percebe o amor verdadeiro entre Victor e sua mulher e vai embora.

Na tela do começo do filme há um texto que diz ser uma livre adaptação da obra de Mary Shelley. Pelas limitações da época, não há os principais eventos do livro e o final é totalmente diferente do livro. A forma de interpretação dos atores tem muito dos exageros dos dramalhões de teatro.

O Filme em preto e branco, restaurado, está disponível no Youtube AQUI.

CLÁSSICOS DA UNIVERSAL PICTURES

1931 – Frankenstein

Considerada a primeira adaptação sonora da obra. O filme teve o ator Boris Karloff interpretando a criatura. Foi ele quem deu a forma que marcou e definiu a criatura como a conhecemos hoje. A história é uma adaptação de uma peça teatral de 1920 que por sua vez é uma adaptação do livro de Mary Shelley.

O filme apresenta o Dr. Henry Frankenstein, um jovem determinado a provar a sua teoria de que é possível criar vida a partir dos mortos. Para isso, ele recolhe cadáveres para tirar partes e assim montar uma criatura para servir aos seus propósitos.

Certo dia, acompanhado de seu assistente Fritz, desenterra um cadáver para leva-lo ao laboratório que fica em um moinho abandonado e também onde estão os corpos de outros cadáveres. Para completar a sua obra, Henry pede ao seu assistente que vá buscar um cérebro no laboratório de uma faculdade. No entanto, ele traz o cérebro de um assassino sem que o doutor saiba.

Preocupados com a saúde de Henry, a sua noiva, o pai e um amigo da faculdade procuram um antigo professor para falar das experiências de Henry. Todos vão ao laboratório no instante em que a criação da vida vai acontecer. Frankenstein ergue a criatura numa plataforma até além do teto e essa recebe a descarga elétrica de vários relâmpagos, que ele chamou de “raio primordial”. A experiência dá certo e a criatura vive. Porém, começam a aparecer os impulsos assassinos do cérebro revivido e a criatura começa a sua trajetória de assassinatos.

O sucesso do filme foi grande e a Universal Studios registrou os direitos autorais do design da maquiagem para o monstro Frankenstein que Jack P. Pierce havia criado. Esse é o motivo que fez com que ninguém mais usasse a mesma maquiagem de Boris Karloff em qualquer outra adaptação.

O filme, em inglês e com legendas também em inglês, está disponível no Youtube, mas dividido em vários clipes. Pode ser assistido AQUI.

1935 – A noiva de Frankenstein

Esse filme busca ser uma sequência do filme anterior da Universal Pictures, de 1931, mas sem qualquer relação com o livro. Na verdade, o tema desse filme está no livro, mas não se realiza por decisão de Victor Frankenstein. O filme inicia na mansão de Lord Byron, numa noite de tempestade e relâmpagos. Enquanto eles discutem a história do Monstro de Frankenstein, Mary revela que esse não foi o fim da criatura. Byron e o marido de Shelley a pressionam para que ele diga a eles uma continuação da história do monstro. Mary cede à pedida e inicia sua história de onde terminou o filme de 1931.

O filme mostra que o monstro não morre como foi mostrado no final do filme de 1931, mas sobrevive à destruição do moinho onde ele e doutor Frankenstein estavam. A criatura mata um casal de idosos e dali por diante há uma sucessão de crimes protagonizados pela criatura. Henry Frankenstein, que sobreviveu também, diferente do que se acreditava no filme anterior, abandona seus planos de criar vida, mas acaba tentado e finalmente coagido por seu antigo mentor, Dr. Pretorius, junto com ameaças do Monstro, a construir uma companheira para ele mesmo. Infelizmente, o momento de criação acontece apenas no final do filme não havendo muito desenvolvimento das consequências dessa criação, mas apenas para um fim trágico e terrível. O processo de criação da mulher, no entanto, é o mesmo do filme anterior, porém com mais sofisticação de efeitos especiais. A criatura é interpretada mais uma vez por Boris Karloff.

O filme com dublagem em espanhol e legendas em português pode ser assistida AQUI.

1939 – O filho de Frankenstein

Terceiro filme é uma continuidade do filme anterior, de 1935, e estabelece o monstro como o único personagem remanescente de Noiva de Frankenstein. A história traz o Barão Wolf von Frankenstein, filho de Henry Frankenstein, que retorna à aldeia natal do pai para herdar o castelo da família. Desde o momento da chegada, ele sente que não é bem-vindo, pois as pessoas locais não se esqueceram dos crimes da criação de Frankenstein. Eles ainda acreditam que o Monstro está vivo assombrando a floresta nas proximidades, matando pessoas inocentes. Quando Wolf visita o laboratório destruído de seu pai, ele se depara com Ygor, um ladrão que foi enforcado por seus crimes, mas

milagrosamente sobreviveu. Ele leva Frankenstein a uma câmara secreta no laboratório, onde mostra o Monstro que ainda está vivo, mas em coma porque foi atingido por um raio.

Wolf deseja limpar o nome de sua família, então ele é facilmente convencido por Ygor a curar o Monstro, que ele acredita ser imortal. Após um exame, Frankenstein descobre que o Monstro é de fato uma espécie de super-humano com incrível força e superpoder. Frankenstein reconstrói o laboratório de seu pai e reanima o Monstro com energia elétrica. Logo após a ressurreição, os verdadeiros motivos de Ygor para fazer amizade com o Monstro são revelados. Ele usa o Monstro, que obedece apenas a ele, para matar aquelas pessoas que o condenaram à morte há muitos anos. Há uma sequência de mortes atribuídas ao monstro, mas Ygor sofre as consequências de suas atitudes. O monstro fica furioso o confronto final é trágico terrível.

Você pode assistir a vários trailers disponíveis no Youtube AQUI, AQUI e AQUI.

1942 – O fantasma de Frankenstein

É o quarto filme da série Frankenstein da Universal Pictures e foi o sucessor de O Filho de Frankenstein. Os moradores da vila de Frankenstein acreditam que estão sob uma maldição, pois as safras não renderam uma boa produção e as pessoas estão morrendo de fome. Por esse motivo culpam o monstro de Frankenstein pelos seus problemas, como se fosse uma maldição. O prefeito permite que destruam o castelo de Frankenstein. Ygor, o assistente de Wolf que sobreviveu milagrosamente no filme anterior, resgata o monstro e, ao fugirem, ele é atingida por um raio (seguindo um pouco próximo do filme de 1931 e subsequentes). Ygor vai à procura de Ludwig Frankenstein, filho do médico que deu vida à criatura, para que ele restitua as suas forças. Ao ser chantageado, Ludwig revive o monstro através de uma cirurgia que irá trocar o cérebro do monstro por outro, mas tudo dá errado e os problemas vão surgindo de forma trágica. O monstro foi interpretado por Lon Chaney Jr. O filme teve roteiro de Scott Darling e Eric Taylor. Direção de Erle C. Kenton.

Você pode assistir a vários trailers disponíveis no Youtube AQUI, AQUI e AQUI.

1943 – Frankenstein encontra o homem-lobo

A história inicia quatro anos após “O Fantasma de Frankenstein”. Larry Talbot é um lobisomem e quer a cura para seu problema. Uma cigana o aconselha a procurar o Dr. Frankenstein. Ao chegar nas ruínas do castelo Frankenstein, Talbot descobre o monstro preso dentro de uma câmara gelada. Talbot usa uma pedra para quebrar o gelo e assim revive a criatura. Bela Lugosi interpreta a criatura.

Há vários trailers disponíveis no Youtube AQUI e AQUI.

1944 – A casa de Frankenstein

Cientista criminoso foge da prisão em busca de vingança: para isso, ressuscita o Conde Drácula e o manda matar o responsável por sua condenação. Mais tarde, ele descongela Frankenstein e o Lobisomem, que estavam enterrados nas ruínas do laboratório do doutor Frankenstein. É então que seus planos saem do controle.

Há vários trailers disponíveis no Youtube AQUI e AQUI.

1948 – Abott e Costello conhecem Frankenstein

Abbott e Costello trabalham em uma tranquila agência de correspondências, até que um dia os dois ficam responsáveis por uma carga enviada pelo Museu do Horror. Dentro delas estão os corpos de Drácula e de Frankenstein. O que aconteceu é que Drácula planeja dar a Frankenstein um novo cérebro. Mas os dois amigos são enganados pela doutora Mornay, que trabalha para o vampiro, atrai os dois para seu castelo e tenta usar o cérebro de um deles para o plano de Drácula.

O filme pode ser assistido no Youtube, mas está dividido em onze partes, em inglês e com legendas também em inglês AQUI.

PRODUÇÃO AMERICAN INTERNATIONAL PICTURES

1957 – Eu era um Frankenstein adolescente

Um grande cientista se empenha em criar um ser humano a partir das partes de diferentes cadáveres de pessoas mortas em acidentes de carro. O processo de criação do monstro é semelhante ao filme de 1931 e ao anterior também de 1957, no entanto, ao invés de usar a energia de raios de tempestades, são usados equipamentos que transmitem descargas elétricas para o corpo que ganha vida. O restante da história não tem qualquer relação com o livro. O filme completo, em inglês, está disponível AQUI.

PRODUÇÕES DA HAMMER FILMES

1957 – A maldição de Frankenstein (The Course of Frankenstein)

Esse filme inicia a série de filmes sobre Frankenstein pela Hammer Films. Dessa vez, o elemento contínuo da série ficaria centrado na pessoa do doutor Victor Frankenstein, interpretado por Peter Cushing, ao invés do monstro como na série da Universal.

Essa forma de abordar o “mito de Frankenstein” e ter como base o romance de Mary Shelley e já estar em domínio público na época, provavelmente tenha sido por alguma preocupação da Hammer em ser processada pela Universal por violação de direitos autorais. O roteiro desse filme foi escrito e reescrito para fugir em absoluto do que já havia sito feito anteriormente e ser uma forma de conteúdo exclusivo.

Em A Maldição de Frankenstein a história é recontada pelo barão Victor Frankenstein a um padre quando Victor está preso e aguardando a execução. O filme tem muitas diferenças do livro de Shelley, sendo uma obra totalmente nova. No entanto, a forma de criação é muito semelhante a do filme de 1931, ou seja, através de descargas elétricas. Apenas são vistos equipamentos mais sofisticados e alguns recipientes com líquidos conectados ou próximos dos equipamentos elétricos que darão vida à criatura.

Nesse filme, o grande vilão é Victor Frankenstein. Um sujeito que não tem escrúpulos, nem mede as consequências para atingir o seu grande objetivo. Enquanto no livro, ele é o responsável indireto pelas atrocidades da criatura, em “A maldição de Frankenstein” ele é o próprio agente que mata as pessoas para conseguir levar adiante o seu plano de criação.

A criatura, interpretada por Christopher Lee tem uma participação menor que no livro ou nos filmes anteriores. Surge depois da metade do filme e apenas mostra matando vítimas inocentes ou fugindo de seus caçadores. A caracterização da criatura foi totalmente modificada porque os direitos autorais da maquiagem estavam com a Universal Filmes.

Esse filme foi mais fundo em mostrar pedaços humanos manipulados por Victor e seu assistente. O que realçou esse aspecto foi o fato de ter sido o primeiro filme em cores de Frankenstein. Também foi importante para caracterizar os filmes de terror gótico com castelos sombrios, cemitérios misteriosos e abóbadas escuras em abundância.

Uma das inovações foi o fato de ser o primeiro filme em cores sobre Frankenstein. Há vários trailers disponíveis no Youtube AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.

1958 – A vingança de Frankenstein (The revenge of Frankenstein)

Uma continuação do filme de 1957 com a volta do barão Victor Frankenstein interpretado por Peter Cushing e a mesma condição de vilão. A forma de recriação do monstro é a mesma que o filme anterior bem como a sua propensão para cometer assassinatos. A única coisa que une ao livro de Shelley é o motivo de criação de uma criatura a partir de partes humanas sem vida. O resto não tem qualquer relação com a obra literária. No entanto, a grande mudança passa a ser com o vilão, deixando de ser o monstro para ser o cientista Frankenstein.

Estão disponíveis alguns clipes do filme no Youtube e podem ser assistidos AQUI, AQUI e AQUI.

1964 – O mal de Frankenstein (The evil of Frankenstein)

O Barão Frankenstein (Peter Cushing), que já é conhecido por suas experiências com cadáveres, é obrigado a sair de um vilarejo. Acompanhado do assistente Hans, ele retorna ao castelo em ruínas de onde havia sido expulso outras vezes. O cientista e seu auxiliar descobrem o corpo do monstro original preservado em gelo, mas após experimentá-lo, verificam que o cérebro foi danificado. Ao conhecer Zoltan, um hipnotizador, o barão o convence a recuperar o cérebro por hipnose. Porém, o barão ignora a intenção de Zoltan de submeter o monstro às suas ordens para se vingar das autoridades locais. A história segue várias reviravoltas quando o monstro desperta e inicia suas ações descontroladas.

O Youtube disponibiliza alguns trailers do filme que podem ser assistidos AQUI, AQUI e AQUI.

1967 – Frankenstein Criou a Mulher

O Barão Frankenstein (Peter Cushing) e o Dr. Hertz estão trabalhando numa experiência secreta que consiste em transferir a alma de pessoas mortas para outros corpos. Seu assistente, Hans, é acusado injustamente de assassinar o pai de sua namorada Christina e é condenado à morte na guilhotina. Ao receber a notícia, sua amada suicida-se. O Barão Frankenstein então tem a chance de realizar seu experimento, transferindo a alma de Hans para o corpo de Christina. No entanto, a alma de Hans anseia por vingança e terá a oportunidade de se vingar de seus inimigos.

Há clipes no Youtube que podem ser assistidos AQUI, AQUI  e AQUI.

1969 – Frankenstein deve ser destruído

Mais um filme que traz o ator Peter Cushing como o Barão Frankenstein e mostrando o seu caráter sem escrúpulos para os seus planos de novas experiências com criaturas. Dessa vez, Dr. Frankenstein, com a ajuda de um jovem casal que ele chantageia, sequestra o dr. Brandt, um ex-colega dele que está preso num manicômio. Brandt é um cientista que está sofrendo de problemas mentais, mas é brilhante e tem o conhecimento sobre o congelamento de cérebros.

Frankenstein foge com o jovem casal e sua última criação. Brand acorda da cirurgia antes do previsto, se vê no espelho e se reconhece em outro corpo. Cego por vingança, no final, Brand incendeia a casa onde estava abrigado Frankenstein e presume-se que ambos tenham morrido no incêndio.

Há várias observações que podem ser feitas sobre a personalidade e as ações do Barão Frankenstein. No entanto, dizem respeito ao personagem a partir de uma análise fílmica e não do com junto da obra que envolve o romance de Shelley. Por esse motivo vamos nos deter apenas nessa breve sinopse do filme.

Um dos clipes do filme pode ser assistido AQUI.

1970 – Horror de Frankenstein

 

Allied Artists e Warner Bros

1958 – Frankenstein 1970

Depois de sofrer tortura pelos nazistas, o doutor Victor von Frankenstein (Boris Karloff) consegue juntar dinheiro e comprar um reator nuclear. Dessa forma, ele consegue criar um ser vivo, modelado de acordo com sua própria imagem. Para completar o corpo de sua criatura, o doutor começa a matar pessoas próximas a ele e assim retira partes dos corpos. A forma de dar vida ao monstro, ao invés de usar energia elétrica, é com o uso de energia nuclear.

Alguns trailers estão disponíveis no Youtube AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.

OUTRAS PRODUÇÕES

1973 – Frankenstein: the true story

Produção britânica, da NBC, feita especialmente para a TV, essa adaptação segue muito vagamente a história de Mary Shelley. Além disso, apesar de ser da Universal Studios, esse filme segue uma concepção diferente tanto da Universal das décadas de 30 e 40 quanto da Hammer. Essa adaptação segue por um caminho mais psicológico mesmo havendo momentos de horror.

Em formato de minissérie, a obra mostra a criatura em dois omentos específicos. A primeira começa com a morte do irmão de Victor Frankenstein por afogamento, fato que o perturbou muito. Ele parte para Londres para seguir com seus estudos em Medicina e lá conhece Clerval, um cientista obcecado em criar um homem vivo a partir de partes de cadáveres. Clerval mostra a Victor que conseguiu reanimar insetos e induzir vida em partes humanas, como o fez com um braço que estava imerso em um líquido para dar-lhe conservação. Para isso, ele usou eletricidade e energia solar. Victor fica entusiasmado e decide ajudar Clerval nos experimentos. Porém, pouco antes de conseguirem trazer a criatura à vida, Clerval sofre um infarto e morre. Victor transplanta o cérebro de Clerval no corpo ainda sem vida da criatura e depois a reanima com sucesso. Diferente de outras adaptações, a criatura na verdade é um homem bonito, charmoso, sensível e inteligente. Victor o apresenta ao seu círculo de amigos, mas com o tempo o corpo vai se deteriorando.

A segunda parte segue a partir dessa mudança na criatura que, à medida que  o tempo passa, fica cada vez mais desfigurada. Para esconder esse processo de decadência do Monstro, Frankenstein destrói todos os espelhos do laboratório e tenta reverter o processo, mas não tem sucesso. Quando a criatura descobre seus traços faciais feios, tenta o suicídio jogando-se de uma falésia. Porém, ele ainda sobrevive, foge para uma floresta onde conhece um cego. A criatura se apaixona pela filha do cego, ela morre atropelada por uma carruagem e exige que Victor faça uma companheira para ele a partir da cabeça da moça. Victor se apaixona pela sua criação e, numa festa em que os dois estão presentes, a criatura aparece, causa terror em todos, mata várias pessoas e arranca a cabeça da criação feminina de Victor. Tanto o monstro quanto Victor embarcam em um navio que chega à região do Ártico onde os dois se defrontam. Em uma tentativa final de matar o Monstro, Frankenstein desencadeia uma avalanche que o enterra e o Monstro.

Esse filme mostra uma evolução psicológica tanto de Victor quanto da criatura. O desejo de Victor ajudar Clerval se deveu ao fato de seu irmão ter morrido afogado. Não partiu de uma vontade própria como foi no caso do romance de Mary Shelley. Depois que Victor constatou que a sua criatura estava se deteriorando, ele se deixou abater por sentir o fracasso da experiência e do que havia causado. Pelo lado da criatura, ela percebe seu rosto bonito e como as pessoas da sociedade o aceitaram muito bem. À medida em que a sua mudança física ia ocorrendo e ele percebia como as pessoas reagiam a sua figura, a mudança interior passou a ser a dominante nas suas próprias ações.

O final em que criador e criatura se defrontam no Ártico, semelhante ao livro, traz um momento épico. Victor pede perdão várias vezes a sua criatura (algo diferente do livro), mas por fazê-lo aos gritos, provoca uma avalanche que soterra os dois.

Está disponível no Youtube, em inglês e sem legendas em português, divididos em duas partes. A primeira parte você pode assistir AQUI. A segunda, você assiste AQUI, porém esse não traz os momentos finais a partir da festa em que a criatura arranca a cabeça da mulher. Há um vídeo que está completo, mas fora de ordem e você pode assistir AQUI.

1974 – Young Frankenstein (O Jovem Frankenstein)

Essa adaptação faz uma paródia de todos os filmes até então feitos sobre Frankenstein e sua criatura, especialmente a partir dos clássicos da década de 1930 e 40. Apesar de na época já ter filmes em cores, esse foi feito em preto e branco. Como forma de realçar o aspecto de comédia e sátira, o filme foi rodado no mesmo castelo da produção clássica de 1931.

O professor universitário, Dr. Frederick Frankenstein recebe como herança o castelo de seu avô, Victor Frankenstein, na Transilvânia. Ao chegar com sua noiva, Elizabeth, ele é recebido por Igor, um corcunda com olhos quase saltados de órbita e vesgo. Acompanha o grupo uma assistente muito sexy, Inga. No castelo, Frankenstein encontra um livro escrito por Victor (Como eu consegui) e inicia a realizar a experiência em que dará vida a uma criatura.

A concepção de comédia se consolida pela escolha do elenco. Para interpretar o cientista Frankenstein foi escolhido o ator Gene Wilder, conhecido pela participação em A Maravilhosa Fábrica de Chocolate, de 1971. Outro nome relacionado à comédia é o de Marty Feldman. O filme trouxe várias referências de outros filmes para juntarem-se ao formato de comédia:

  • O assistente de Frankenstein rouba cérebros de criminosos para transplantar na criatura.
  • O monstro é animado por eletricidade, um dispositivo usado pela primeira vez em 1931.
  • O monstro tem medo de fogo como desde a adaptação de 1931.
  • No filme de 1931, o monstro encontra uma garotinha, com quem joga flores de brincadeira em um lago, mas ao invés de matá-la, o monstro brinca com ela numa gangorra e, devido à sua força e peso, ele a catapulta fazendo com que ela pare no quarto dela.
  • A criatura também encontra um cego, mas nessa versão, o cego queima o monstro com sopa quente.
  • Na cena final, Elizabeth usa o mesmo penteado da mulher criada no filme A Noiva de Frankenstein.
  • O efeito mais cômico é o fecho no pescoço da criatura em que, nas adaptações clássicas da década de 1930, com Bóris Karloff, há dois eletrodos.

O filme, com dublagem em português, pode ser assistido no Youtube AQUI.

1974 – Frankenstein’s Castle of Freaks (?)

Filme completo em inglês, sem legendas, você assiste AQUI.

 

 

1977 – Terror de Frankenstein

Há muitas coisas que são fiéis ao romance de 1818. O filme inicia como no livro, ou seja, Victor Frankenstein no Ártico e sendo resgatado por um navegador; a criação do monstro e a repulsa de Victor; o encontro da criatura com o menino que ele mata em seguida; o esconderijo na casa do velho cego; o esforço em aprender a ler; a criatura indo à casa de Victor na noite de núpcias; a perseguição pelo Ártico e o encontro derradeiro entre criador e criatura no final. Ainda assim, o roteiro recebeu algumas liberdades poéticas mais para dar um formato de “terror visual”.

A concepção da criatura recebeu um tratamento muito diferente dos outros filmes. Não há deformações muito exageradas em seu rosto ou no corpo. A pele é mais pálida, como no livro está descrito (pele amarelada). O terror fica por conta do olhar frio e das ações da criatura ao se ver rejeitada e abandonada, algo muito próximo do livro.

O filme está disponível, em inglês, AQUI.

1984 – Frankenstein

Com direção de James Ormerod, essa adaptação segue muito de longe o romance. São tantas mudanças em relação ao livro que quase chega a ser uma nova obra. O que fica de fato muito próximo ao livro é a obsessão de Victor em dar vida a um corpo humano morto. Ao contraŕio do livro e de outras adaptações, ele pega um corpo inteiro e não junta pedaços de corpos para criar um. A forma que ele usa para dar vida à criatura é a mesma de outros filmes, ou seja, através de descargas elétricas.

O filme não teve muito boa aceitação, mas pode ser assistido no Youtube com dublagem em português AQUI.

1985 A Noiva

Apenas como citação, essa adaptação é confundida como um tipo de remake de A Noiva de Frankenstein, de 1935. Porém, enquanto naquele antigo filme a noiva era criada apenas no final, nesse de 1985, ela é criada no começo e a partir daí se torna uma forma de sequência daquele filme.

A Noiva inicia com o processo de criação da mulher para a criatura que observa tudo e espera ansioso. Como no filme anterior, ao ganhar vida, a mulher rejeita o monstro que fica tão furioso que destrói o laboratório. A partir desse momento, a história segue dois caminhos narrativos, um na criatura e outro na mulher revivida que foi chamada de Eva.

O filme teve a participação do cantor Sting interpretando Victor Frankenstein

1990

 

1992

 

1994 – Frankenstein de Mary Shelley

Direção de Francis Ford Copolla, com Robert De Niro interpretando a criatura. Disponível na Netflix.

1997 – A casa de Frankenstein

 

2004 – Frankenstein

Minissérie de TV de 4 episódios foi aclamada como sendo a mais fiel versão do romance de Mary Shelley até o momento. Não houve grandes mudanças sendo que a adaptação contém todos os episódios importantes do romance. No entanto, o segredo da vida é revelado e mais uma vez Victor Frankenstein usa a eletricidade criada por uma tempestade para dar vida à sua criatura.

Houve um cuidado de recriar cuidadosamente as configurações do período do século 19, período em que se passa a história, e o figurino. Essa adaptação dá mais espaço para a história de amor entre Victor e Elizabeth e minimiza os aspectos de terror gótico e violência. Percebe-se um desenvolvimento maior dos personagens. A representação do monstro tem muitas coisas diferentes de outras versões. Nessa, mesmo sendo miserável, ele é gentil e está cheio de tristeza ao invés de raiva. Essa última irá surgir em certo momento em que irá presenciar um fato que o deixa revoltado, indignado e a partir daí será um monstro que buscará o caminho da vingança.

O filme inicia como o romance e passa para a narrativa de Victor Frankenstein sobre sua vida e seu tormento. A forma como Victor coleta pedaços humanos em ceé muito mais elaborado do que o livro, fato esse que dá o tom de horror gótico. O final, da mesma forma, traz os mesmos elementos do livro.

O filme está disponível no Youtube AQUI.

 

2014

 

2015

 

OBSERVAÇÃO: este artigo está em processo de finalização.